POLÍCIA CIVIL DEFLAGRA NOVA FASE DA OPERAÇÃO HEMOSTASIA E CUMPRE SEIS MANDADOS CONTRA SUSPEITOS DE INTEGRAR FACÇÃO NO PARÁ

Ações ocorreram em Augusto Corrêa, Belém, Castanhal, Ipixuna do Pará e Marudá; segundo a Polícia Civil, um dos investigados morreu após confronto com agentes durante o cumprimento de uma das ordens judiciais.

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POLÍCIA CIVIL DEFLAGRA NOVA FASE DA OPERAÇÃO HEMOSTASIA E CUMPRE SEIS MANDADOS CONTRA SUSPEITOS DE INTEGRAR
PCPA

A Polícia Civil do Pará deflagrou, nesta quarta-feira (19), uma nova fase da Operação Hemostasia, com o cumprimento de seis mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra investigados por integrar uma organização criminosa com atuação no estado. As medidas foram cumpridas nos municípios de Augusto Corrêa, Belém, Castanhal, Ipixuna do Pará e Marudá.

A operação é coordenada pela Delegacia de Repressão às Facções Criminosas (DRFC), vinculada à Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO). A ação também contou com apoio do Grupo de Trabalho de Facções (GTF/NIP), do Núcleo de Recuperação de Ativos e de equipes especializadas da Polícia Civil.

Segundo as informações divulgadas pela corporação, a investigação apura o crime de integrar organização criminosa. As diligências teriam identificado suspeitos que ocupavam posições consideradas estratégicas dentro da estrutura da facção, com atuação na coordenação e no planejamento de ações criminosas em diferentes municípios paraenses.

Entre os alvos estão Márcio Victor Medeiros dos Santos, conhecido como V2, apontado pela investigação como integrante do chamado “Conselho Rotativo 91”, “Torre” e “Idealizador de Missões” nos municípios de Marudá e Marapanim.

Também são alvos das medidas João Cezar Souza do Nascimento, conhecido como Perigo, apontado como “Idealizador de Missões” em Castanhal; Antonio Lucas Santos Graça, o LC, citado como “Torre” e “Idealizador de Missões” em Belém; e João Vitor Sá Pequeno, conhecido como AR10, apontado como “Idealizador de Missões” em Inhangapi.

Completam a lista Emanoel Duarte da Silva, conhecido como João, apontado pela investigação como “Idealizador de Missões” em Ananindeua, e Adison Renan Nascimento Santos, o Adicinho, apontado como “Idealizador de Missões” em Augusto Corrêa.

Durante o cumprimento das medidas cautelares, de acordo com a Polícia Civil, Márcio Victor Medeiros dos Santos teria atentado contra a equipe policial. Os agentes realizaram uma intervenção e o investigado foi socorrido e encaminhado para atendimento médico.

Segundo o balanço fornecido pela Polícia Civil para esta nova fase, o investigado morreu após o confronto com os agentes. A informação sobre a morte, porém, não foi localizada em publicação oficial disponível nas pesquisas realizadas até o momento. Por isso, o dado deve ser atribuído à informação repassada pela própria corporação e tratado como parte do balanço da operação.

A Operação Hemostasia já havia sido realizada pela Polícia Civil do Pará em maio de 2026. Na ocasião, a corporação informou que 10 integrantes de uma facção criminosa foram presos em uma ação realizada no Pará e em outros quatro estados. As diligências ocorreram entre os dias 5 e 7 de maio e também envolveram Santa Catarina, Goiás, Rio de Janeiro e Amazonas.

Naquela primeira fase divulgada oficialmente, a Polícia Civil informou que cinco dos investigados exerciam funções descritas como “idealizadores de missões” e “torre” dentro da estrutura da organização criminosa. Um dos alvos também teria reagido durante o cumprimento de uma ordem judicial e foi atingido durante a intervenção policial, sendo levado para atendimento médico.

A nova etapa da investigação tem autorização judicial. Conforme as informações da Polícia Civil, os mandados foram expedidos pela Vara de Combate ao Crime Organizado, após manifestação favorável do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (GAECO), do Ministério Público do Estado do Pará.

A ofensiva conta ainda com participação da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE/PCPA), do Núcleo de Apoio à Investigação de Castanhal e da Delegacia de Polícia Civil de Marapanim, entre outras unidades especializadas.

As ações fazem parte da RENORCRIM — Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas, iniciativa coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi). A estratégia reúne unidades especializadas das Polícias Civis para ações integradas contra organizações criminosas.

A investigação permanece em andamento. De acordo com a Polícia Civil, novas diligências poderão ser realizadas para aprofundar a apuração e identificar outros envolvidos na estrutura investigada.


FONTE: Redação
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