POLÍCIA CIVIL PRENDE QUATRO SUSPEITOS DE ENVOLVIMENTO EM HOMICÍDIO OCORRIDO NO CENTRO DE CASTANHAL

Operação Veritas cumpriu mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão em Bragança, Concórdia do Pará e Ananindeua nesta terça-feira (18)

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A Polícia Civil do Pará prendeu, nesta terça-feira (18), quatro pessoas investigadas por envolvimento no homicídio de Cairo Gutemberg Ribeiro Ferreira, morto a tiros no dia 11 de janeiro de 2026, no centro de Castanhal, no nordeste do estado. A ação foi realizada durante a Operação Veritas, deflagrada pela Delegacia de Homicídios de Castanhal com apoio de outras unidades especializadas.

Foram presos Felipe Pessoa Gonçalves, Paulo Victor Vaz Andrade, Sintia Morais das Chagas e Joaquim Pereira Neto. Os mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão foram cumpridos nos municípios de Bragança, Concórdia do Pará e Ananindeua, conforme informações divulgadas pela Polícia Civil.

O homicídio investigado ocorreu por volta das 19h38 do dia 11 de janeiro, na Rua Comandante Francisco Assis, em frente ao estabelecimento comercial iPhone LC, no centro de Castanhal.

Segundo a investigação, a Polícia Civil analisou imagens de sistemas de monitoramento, realizou levantamentos de campo, ouviu testemunhas e examinou dados extraídos do aparelho celular da vítima. Outras diligências também foram realizadas para tentar esclarecer a dinâmica do crime.

De acordo com a Polícia Civil, os elementos reunidos durante o inquérito apontaram, em tese, para a participação dos quatro investigados. A investigação indica que eles teriam desempenhado diferentes funções relacionadas à preparação, monitoramento, apoio logístico e execução do homicídio.

As diligências também teriam permitido identificar um imóvel que, segundo os investigadores, teria sido utilizado como ponto de apoio e preparação para a ação. A polícia afirma ainda ter reconstruído parte dos deslocamentos dos envolvidos antes e depois do crime.

Entre os elementos técnicos utilizados na investigação estão um Laudo de Reconhecimento Facial e um Laudo de Perícia Prosopográfica, além de informações sobre veículos e deslocamentos registrados por sistemas de monitoramento.

A Polícia Civil também aponta uma possível motivação relacionada a conflitos anteriores entre a vítima e Joaquim Pereira Neto. Essa hipótese, entretanto, integra a linha investigativa e deverá ser analisada no decorrer do processo.

Os mandados foram expedidos pelo Juízo da 1ª Vara Criminal da Comarca de Castanhal, após representação da autoridade policial. As medidas foram cumpridas nesta terça-feira.

A operação envolveu equipes da Delegacia de Homicídios de Castanhal, Núcleo de Apoio à Investigação (NAI) de Castanhal, Núcleo de Inteligência Policial (NIP), Delegacia do Jaderlândia, 12ª Seccional Urbana de Castanhal e Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE).

A ação também teve acompanhamento da Corregedoria da Polícia Militar do Pará, porque um dos investigados possui vínculo funcional com a corporação. Segundo a Polícia Civil, a presença da corregedoria teve o objetivo de garantir o acompanhamento institucional durante o cumprimento das medidas judiciais.

INVESTIGAÇÃO

O caso é investigado por meio do Inquérito Policial nº 00559/2026.100001-6. A Polícia Civil informou que as diligências continuam para esclarecer completamente as circunstâncias do homicídio e individualizar a participação de cada investigado.

A denominação Operação Veritas vem do latim e significa “verdade”. Segundo a Polícia Civil, o nome faz referência ao objetivo da investigação de esclarecer as circunstâncias, a autoria e a motivação do assassinato.

Até o momento, as informações divulgadas oficialmente tratam os quatro presos como investigados. A prisão preventiva não representa condenação, e a responsabilidade criminal deverá ser definida pela Justiça no decorrer do processo.

Em pesquisa complementar realizada para esta reportagem, não foram localizadas, até o fechamento, publicações oficiais independentes que acrescentassem informações relevantes ao comunicado fornecido pela Polícia Civil sobre a Operação Veritas desta terça-feira. Por isso, os detalhes sobre a dinâmica do crime, a participação individual dos investigados e a possível motivação são apresentados conforme a versão oficial da investigação.

FONTE: Redação