O Departamento de Defesa dos Estados Unidos divulgou nesta sexta-feira (10) um quarto lote de arquivos desclassificados sobre Fenômenos Aéreos Não Identificados (UAPs, na sigla em inglês), anteriormente conhecidos como OVNIs. O novo pacote reúne documentos, vídeos, imagens e áudios produzidos por diferentes órgãos do governo norte-americano, incluindo registros captados por sensores militares em diversas regiões do mundo.
Entre os casos que mais chamaram a atenção está um vídeo obtido por um sensor eletro-óptico e infravermelho instalado em uma plataforma militar sobre o Mar Amarelo. Nas imagens, um objeto aparece inicialmente com formato semelhante ao de uma "estrela de seis pontas", enquanto é acompanhado pelo sistema de rastreamento da aeronave. Segundo a descrição oficial, a aparência registrada corresponde ao contraste observado pelo sensor, sem representar uma conclusão sobre a natureza do fenômeno.
Outro episódio divulgado envolve um relatório de 2015 referente a um objeto aéreo não identificado observado nas proximidades da Usina Pantex, no Texas, considerada a principal instalação de montagem e manutenção de armas nucleares dos Estados Unidos. O caso integra documentos produzidos pelo Departamento de Energia e passou a fazer parte do acervo público de arquivos desclassificados.
O novo lote também traz um vídeo encaminhado pelo Comando Indo-Pacífico dos Estados Unidos, no qual um sensor acompanha uma área alongada de contraste. À medida que a imagem é ampliada, o objeto passa a aparecer como uma sequência de pontos alinhados que atravessam o campo de visão antes de perder definição com o aumento da distância.
As autoridades norte-americanas destacam que a divulgação das imagens não representa confirmação de que os objetos tenham origem extraterrestre. Em todos os casos, os registros permanecem classificados apenas como Fenômenos Aéreos Não Identificados, termo utilizado quando não há elementos suficientes para determinar a natureza do objeto observado.
Além desses episódios, foram disponibilizados novos vídeos infravermelhos enviados pelo Comando Central dos Estados Unidos, pela Força Aérea e pelo Comando Indo-Pacífico, ampliando o banco de dados público criado pelo governo para disponibilizar informações anteriormente classificadas. Ao todo, o quarto lote reúne 40 arquivos, entre documentos, vídeos, imagens e gravações de áudio.
A divulgação integra um programa de desclassificação iniciado pelo governo do presidente Donald Trump, que determinou a publicação gradual de registros relacionados aos UAPs com o objetivo declarado de ampliar a transparência sobre investigações conduzidas por órgãos militares e de inteligência dos Estados Unidos. Desde maio de 2026, diferentes lotes de documentos vêm sendo disponibilizados ao público.
Embora os novos arquivos tragam imagens consideradas incomuns, o Departamento de Defesa reforça que nenhum dos materiais divulgados constitui prova da existência de vida extraterrestre. Os casos continuam sendo analisados sob a perspectiva de segurança nacional, buscando identificar se podem ser explicados por fenômenos naturais, falhas de sensores, equipamentos experimentais ou tecnologias desenvolvidas por outros países.
O Pentágono informou ainda que novas remessas de documentos deverão ser divulgadas nos próximos meses, dando continuidade ao processo de desclassificação dos registros sobre fenômenos aéreos não identificados.